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“Gin tônica, música tão alta, mas tão alta que silencia seus pensamentos. Frio. Multidão e cigarro.
Angela não ouvia outra coisa, além da decepção iminente.
Mais um dia, mais uma vida: desperdício.
Em uma mão o celular, número do psicólogo discado. Na outra compulsão.
Em um desequilíbrio perfeitamente incalculado. Cenas de horror que assustariam até Samara.
Tiros em Columbine seria espelho?
O ambiente seria perigoso, por sorte a ausência de armas de fogo garantia a tranquilidade do público.
Mas não sua tranquilidade, constantemente abalada.
Um gole, uma decepção.
Até que ponto era pretendido, tudo aquilo? Olhava fixamente para a decoração caindo, as paredes sujas e as rachaduras do teto.
Concentração - não há nada pra se concentrar.
Vamos embora, não há nada mais aqui.
Angela liga pro taxi e dita o destino: Hospital Psiquiátrico D. Maria.
E que estejam munidos de camisa de força.”